Danny: o especialista no jogo da sedução
- jbpadilha2018
- 17 de ago. de 2022
- 4 min de leitura
Atualizado: há 3 dias

Danny (Imagem criada por inteligência artificial)
[...]
Ao observar detidamente cada detalhe de seu corpo nu refletido no espelho, sob a iluminação suave e estratégica do ambiente, o rapaz percebeu com satisfação que já estava plenamente preparado para o que viria a seguir. Havia uma confiança silenciosa em sua postura, o reconhecimento de que cada músculo estava em seu devido lugar. Então, após dar uma última e minuciosa conferida na generosa “mala”, certificando-se de que tudo estava conforme o esperado para impressionar, ele finalmente saiu do quarto com passos firmes e decididos.
Danny abriu a porta com a confiança de quem conhece o próprio efeito, deparando-se com um homem de cabelos loiros bem cortados, olhos azuis intensos e estatura mediana. O desconhecido, aparentando estar na casa dos trinta e cinco anos, aguardava do outro lado com uma expectativa contida que logo se transformou em puro deslumbramento.
Imediatamente, Danny sentiu-se devorado pelos olhos ávidos e famintos do cliente, que percorriam, centímetro por centímetro, cada curva e detalhe de seu corpo escultural e bronzeado. Mesmo sob aquele escrutínio quase predatório, ele não se sentiu desconfortável; pelo contrário, alimentava-se daquela admiração alheia.
— Você é maravilhoso... — o homem finalmente conseguiu dizer, com a voz trêmula, devorando com o olhar o corpo nu à sua frente.
— Só fiz o que você pediu pelo telefone — Danny respondeu com um sorrisinho, apontando para si mesmo. — Como a gente combinou: te esperei sem nada.
— E fez muito bem — murmurou o homem, hipnotizado. — Sou apaixonado por um corpo masculino bem cuidado. Seria um crime esconder toda essa beleza sob roupas.
Com um gesto fluido e hospitaleiro, Danny deu passagem, abrindo espaço para que o cliente cruzasse o umbral e entrasse no ambiente climatizado do flat.
— Você reservou duas horas — Danny comentou, fechando a porta com um tom profissional, mas sedutor. — Mas, diferente da maioria, não quis saber de Pix ou cartão. Fez questão de pagar em dinheiro vivo.
— Exatamente — o homem confirmou, tirando um envelope pardo e estufado do bolso interno do paletó. — Não quero correr o menor risco, muito menos deixar rastro no extrato. Aqui está o valor que você pediu.
— Pode deixar sobre aquela mesinha — Danny indicou com um movimento de cabeça para o aparador ao lado da porta. — Aceita algo para beber? Para relaxar?
— Aceito, sim, obrigado — respondeu o cliente, ainda animado. Ele se aproximou e depositou o envelope ao lado de um vaso de orquídeas que decorava o móvel.
Danny caminhou com passos lentos e calculados até o bar privativo, uma peça de design sofisticado posicionada diante de um imenso espelho que cobria a parede. Enquanto servia duas doses generosas de whisky em copos de cristal, o rapaz notou, pelo reflexo e pelo canto do olho, que o cliente permanecia em transe absoluto, incapaz de desviar o olhar de sua anatomia.
Diante daquela cena, era impossível evitar a reação. A imagem do rapaz, nu e refletido no espelho, exibia-se por inteiro — de frente e de costas —, criando uma perspectiva que excitava o homem de maneira avassaladora. O desejo que o consumia naquele instante era tão intenso que seu único anseio era render-se, sem reservas, ao domínio daquele jovem.
Danny caminhou com sua habitual elegância até o cliente e, com um gesto fluido, entregou-lhe o copo de cristal, onde o gelo estalava contra o líquido âmbar.
— Fique à vontade, pode sentar — disse Danny, indicando com um aceno uma das duas poltronas de design moderno. O mobiliário, em um tom gelo impecável e sustentado por pés em metal dourado, compunha o cenário luxuoso à frente de um sofá namoradeira de mesmo material.
Com um movimento carregado de sensualidade, Danny acomodou-se preguiçosamente no sofá, deixando as pernas propositalmente abertas. Ele deliciava-se com a reação do cliente que, incapaz de mascarar o tesão, não conseguia desviar o olhar fixo de seu membro imponente.
O garoto esvaziou o conteúdo do copo em um único gole audacioso e o apoiou sobre uma pequena mesa lateral. Seus olhos, contudo, permaneciam travados nos do outro homem, sustentando um encarar desafiador.
— Você parece nervoso... Até meio inquieto.
— Talvez um pouco — o homem admitiu, voz baixa, sem conseguir desviar o olhar do corpo de Danny.
— E por que vai ficar só olhando de longe? — Danny provocou, com um sorriso malicioso.
Levantando-se do sofá com uma lentidão calculada, deixando que cada músculo fosse apreciado, ele caminhou até onde o cliente estava acomodado.
— Ver é só o começo; você ainda tem outros quatro sentidos para usar comigo hoje — Danny murmurou com voz aveludada, reduzindo a distância entre eles ao mínimo.
O cliente sentiu o coração martelar contra as costelas e um estremecimento percorreu seu corpo. Ali, a poucos centímetros, ele tinha a visão privilegiada do membro do rapaz, agora rígido e latejante, exalando uma masculinidade que parecia preencher todo o espaço.
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