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Vinny: o mercador de ilusões do sexo

Atualizado: há 2 dias

Vinny (Imagem criada por inteligência artificial)


[…]

Vinny parou o carro sob a marquise da entrada do motel. O letreiro em neon piscava um convite discreto ao anonimato. Na portaria, o recepcionista inclinou-se na janela, um sorriso malicioso iluminando seu rosto ao reconhecer o cliente habitual.

— A suíte de sempre, gato?

— Por gentileza, amigo — respondeu Vinny, com a voz baixa.

— Esse seu acompanhante está bem apagado — observou o atendente, alcançando as chaves a Vinny e esticando o pescoço para espiar Caio, que dormia um sono pesado e errático no banco do carona. — Tem certeza de que ele dará conta do recado?

— Isso pouco importa, desde que me pague pelo serviço — Vinny respondeu, seco, engatando a marcha e deslizando para a garagem privativa da suíte.

— Se precisar de companhia, o número da recepção está ao lado do telefone na mesinha de cabeceira — o funcionário gritou, inclinando-se perigosamente sobre o balcão. — Me liga, gostoso! — concluiu para si mesmo, soltando um suspiro enquanto observava o carro sumir na penumbra da garagem.

Vinny desceu do veículo e abriu a porta do carona com cuidado. Com um esforço coordenado, ajudou Caio a sair do automóvel. O cliente, ainda grogue pelos efeitos do álcool e pelo peso do dia, tropeçava nas próprias pernas até alcançar a entrada da suíte. Assim que entraram, o michê trancou a porta eletrônica, isolando-os completamente do mundo lá fora.

— Então é para cá que você traz os seus clientes? — Caio perguntou, jogando-se no colchão macio, com a visão ainda girando levemente pelas doses que consumira.

— Apenas aqueles que não têm local próprio — explicou Vinny, deixando as chaves sobre a mesa do frigobar.

— É bem maneiro — Caio murmurou, analisando as luzes baixas e o espelho estrategicamente posicionado no teto.

— Você tem certeza de que quer fazer isso? — Vinny perguntou, despindo o casaco de moletom, que caiu com um baque surdo no carpete. — Não quero que você se arrependa quando a névoa do álcool passar amanhã.

— É claro que quero — Caio respondeu, a voz ganhando uma urgência súbita e cortante. Ele puxou Vinny pela cintura com força, as mãos ávidas abrindo o zíper da calça jeans do garoto. Ao introduzir a mão por dentro, acariciando com desespero o volume que já se desenhava sob a cueca, Caio sentiu a ereção latente de Vinny pulsar contra seus dedos. — Jamais me arrependeria de ser devorado por um sujeito gostoso como você. Preciso disso para sentir que a vida ainda tem algum sentido.

Caio levantou-se, afastando-se um pouco com um sorriso desafiador, e caminhou em direção à banheira de hidromassagem. Enquanto desabotoava a camisa lentamente e deixava as peças caírem uma a uma pelo chão do quarto, o movimento era quase ritualístico. Quando ele finalmente ficou nu, a pele clara e jovem sob a luz âmbar do quarto causou um choque elétrico em Vinny, acelerando-lhe o pulso. Ali, totalmente despido, Caio parecia ter deixado toda a vulnerabilidade de lado para se tornar incrivelmente atraente e magnético.

Caio entrou na banheira, testando a temperatura da água com a ponta dos pés.

— Perfeita.

Vinny aproximou-se lentamente, sentindo o calor denso que emanava do ambiente úmido. Ele foi até o painel de som digital, selecionando uma batida eletrônica grave e lenta que parecia ditar o compasso exato de seus batimentos cardíacos. Começou a dançar ali mesmo, um movimento sinuoso e hipnótico, as mãos subindo lentamente pelo próprio corpo até travarem na barra da regata, puxando-a para cima de uma vez. Ele esfregou a peça úmida de suor contra o próprio peito antes de jogá-la sensualmente para Caio. O cliente levou o tecido úmido diretamente ao rosto, inalando o cheiro de virilidade e perfume com uma fome puramente animal.

Vinny terminou de se despir, chutando os tênis e deixando o restante das roupas de lado até ficar apenas de cueca branca. Aproximou-se da borda da banheira rebolando de forma provocante, o volume pesado da sua ereção tensionando visivelmente o tecido fino e claro.

Caio não aguentou esperar mais um segundo. Debruçou-se sobre a porcelana fria e abaixou a cueca de Vinny com pressa, revelando o membro majestoso, rígido como pedra.

[…]


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