top of page

Chris e Noah: Entre a rivalidade e o desejo

22 de set.
12 min de leitura

Chris e Noah (Imagem criada por inteligência artificial)

[...]

O ambiente interno do apartamento 1005 revelava-se como um verdadeiro santuário de excessos sensoriais: as paredes eram adornadas com veludo carmim profundo, a iluminação âmbar banhava o recinto com um brilho dourado e um aroma inebriante de sândalo pairava densamente no ar. Noah e Chris, contudo, permaneciam rígidos e imponentes como estátuas de mármore esculpidas, ocupando deliberadamente polos opostos da sala luxuosa, como se qualquer mínima proximidade física entre os dois pudesse desencadear uma explosão inevitável de hostilidade.

O anfitrião, movendo-se com uma calma calculada que contrastava drasticamente com o caos silencioso e a tensão vibrante entre os rapazes, deslizou suavemente até um bar de carvalho maciço. O som cristalino do vidro batendo nas garrafas de grife era o único ruído que preenchia o recinto, ecoando de forma quase rítmica. Ele serviu com precisão dois copos de um uísque ambarino de alta qualidade e os estendeu para a dupla com um sorriso polido e enigmático.

— Bebam um pouco — disse ele, com aquela voz aveludada e persuasiva. — E lembrem-se: o gelo deve ficar só nos copos, não no clima entre vocês. Vamos baixar um pouco essa guarda; essa tensão toda é desnecessária.

Chris aceitou o copo com um aceno seco de cabeça, sua beleza loira e clássica destacando-se sob a luz suave, enquanto Noah pegou o seu com a ponta dos dedos, mantendo seus olhos escuros e atentos rastreando cada movimento milimétrico do rival. O homem serviu uma generosa terceira dose para si mesmo e acomodou-se confortavelmente em uma poltrona de couro vitoriana, cruzando as pernas com uma elegância natural e observando os dois predadores que agora habitavam seu domínio.

— Imagino que estejam se perguntando — talvez com certa desconfiança — o porquê de eu ter feito questão de ter os dois aqui, juntos — começou o homem, observando hipnotizado o redemoinho de uísque no copo. — Vou ser direto, porque prezo pela honestidade tanto quanto pela beleza de um corpo nu. Eu sou um voyeur. O que me excita não é apenas o ato em si, mas essa narrativa complexa e a energia quase tátil que surge quando dois homens como vocês se enfrentam.

Ele fez uma pausa dramática, olhando para Noah e Chris como se fossem obras de arte em uma galeria, sem suspeitar que a tensão ali era real e destrutiva:

— O que me excita, de forma quase doentia, é a estética de dois corpos nus se fundindo. Busco a conexão perfeita, aquela que as palavras não explicam. O que me fascina é ver como dois homens marcantes, como vocês, perdem o controle. Quero testemunhar o exato instante em que a pele de um encontra a do outro e a eletricidade se torna tátil. Quero observar cada detalhe: a tensão nos ombros, o tremor das mãos, o peso de um corpo sobre o outro até que não se saiba mais onde um termina e o outro começa. Ver essa fusão, esse encaixe de força e vulnerabilidade sob o meu olhar atento... é isso que me faz sentir vivo. É a arte da carne em movimento.

Noah, que acabara de levar o copo aos lábios para um gole longo e desesperado na tentativa inútil de acalmar os nervos que latejavam sob a pele, parou abruptamente. O líquido amargo queimou sua garganta, descendo pelo caminho errado no exato momento em que suas cordas vocais travavam em um choque absoluto, gélido e paralisante.

— Cof! Cof! — Noah se curvou sobre o próprio corpo, sufocando com o uísque, enquanto o rosto tornava-se subitamente rubro, atingindo um tom quase violáceo pela falta de ar. Ele levou a mão espalmada ao peito, pressionando o esterno enquanto tentava desesperadamente recuperar o oxigênio, ao mesmo tempo em que lágrimas de irritação e pânico genuíno brotavam nos cantos dos olhos.

Chris, embora não tivesse se engasgado fisicamente, empalideceu a ponto de parecer uma estátua de cera sob a luz ambiente. A mão que segurava o copo tremeu de forma quase imperceptível, mas a arrogância inabalável que ele ostentava minutos atrás evaporou-se instantaneamente, dando lugar a uma vulnerabilidade exposta diante daquela proposta absurda.

— Você... — Noah finalmente conseguiu falar, com a voz rouca e falhando por causa da tosse que ainda apertava seu peito. — Você está sugerindo que eu e ele... que a gente faça isso? Aqui, agora, com você assistindo?

— Exatamente — o homem confirmou com uma calma irritante, sem nem se mexer na poltrona de couro. — Eu paguei o dobro do cachê de vocês pela entrega total desta noite. Quero ver dois estranhos em um encontro... digamos... visceral. Algo que nenhum de nós vá esquecer.

Mas, ao contrário do que o homem imaginava em sua prepotência, Noah e Chris não eram meros estranhos um para o outro; na verdade, foi justamente por se conhecerem de forma tão íntima e destrutiva que aquele pedido soava como uma sentença impossível de ser atendida.

Noah limpou a boca com as costas da mão, lançando um olhar carregado de um veneno acumulado por meses na direção de Chris. A ideia de tocar o homem que ele acreditava piamente ter sabotado e arruinado sua promissora carreira na Queer's Night era absolutamente repulsiva, criando um nó apertado e doloroso em seu estômago. Contudo, o peso esmagador do acordo firmado e a figura enigmática do voyeur sentado à frente transformavam o quarto em uma arena claustrofóbica, onde o orgulho ferido e o profissionalismo pragmático estavam prestes a colidir de forma inevitável e violenta.

Chris, por sua vez, sentiu o sangue fugir completamente das extremidades do rosto, deixando suas feições angulares ainda mais severas e pálidas sob a iluminação do recinto. Ele desviou o olhar para o cliente, que mantinha um sorriso de expectativa quase inocente no rosto, e depois fixou-o em Noah, que ainda lutava visivelmente para estabilizar a respiração e o ritmo cardíaco. O homem sentado naquela poltrona não tinha a menor ideia de que, por pura ironia ou sadismo inconsciente, havia colocado dois inimigos mortais dentro de uma arena de intimidade forçada, onde cada centímetro de pele compartilhada carregaria o peso de uma guerra não declarada.

A "química" vibrante que o cliente tanto esperava ver era, na verdade, um rastro de pólvora invisível e altamente instável, prestes a explodir em mil pedaços ao menor toque físico ou provocação verbal. Noah finalmente conseguiu se recompor da crise de tosse, embora seus pulmões ainda ardessem, e sua voz saiu carregada de uma incredulidade ácida que ele não se deu ao trabalho de esconder:

— O senhor... o senhor está falando sério? Quer dizer que pagou para ver a gente transando aqui, na sua frente?

— Exatamente — o homem confirmou, com um entusiasmo mórbido, inclinando o corpo para a frente. — Por que a surpresa? É o trabalho de vocês, não é? Vejam pelo lado positivo: hoje vocês vão transar com alguém jovem e bonito, em vez de terem que encarar um velho como eu. É quase um presente, não acham?

O silêncio que se seguiu àquela declaração foi cortante e pesado como uma navalha recém-afiada. Noah e Chris se encararam fixamente, as pupilas dilatadas pela tensão, e pela primeira vez em longos e amargos anos, compartilharam o mesmo pensamento sem precisar dizer uma única palavra: o dinheiro oferecido era de fato excelente, quase milagroso diante de suas necessidades, mas o preço psicológico de tocar e ser tocado pelo próprio carrasco seria astronômico, deixando uma cicatriz emocional que talvez fosse permanente.

O clima dentro daquela sala, que já transbordava tensão, tornou-se subitamente gélido, como se o sistema de ar-condicionado tivesse baixado vários graus de uma única vez, arrepiando os pelos de seus braços. A indignação profunda finalmente rompeu a barreira frágil do profissionalismo, unindo Noah e Chris em um front comum de resistência e desprezo, algo que não acontecia em quase um ano de hostilidades mútuas.

— O senhor só pode estar brincando — disparou Chris, a voz vibrando baixa e fria. — Esse tipo de detalhe deveria ter sido avisado na contratação. Somos profissionais, sim, mas não somos fantoches para o seu teatrinho. Eu não aceitei participar disso.

Noah, agora plenamente recuperado do susto inicial e movido por uma fúria pulsante que substituía o choque, bateu o copo de cristal pesado sobre a mesinha lateral com uma força bruta, suficiente para fazer os cubos de gelo estalarem ruidosamente e o restante do líquido âmbar salpicar sobre o tampo de madeira polida.

— Ele está coberto de razão — Noah soltou, ajustando a jaqueta nos ombros com um gesto brusco. — Eu não lido com surpresas. Se o senhor queria um show pornô em dupla, deveria ter contratado atores, não a gente.

Sem esperar por qualquer tipo de resposta ou justificativa vinda do homem, Noah deu as costas com uma determinação feroz, seus movimentos impulsionados por uma raiva contida, e caminhou a passos largos em direção à saída. Ele foi imediatamente seguido por Chris, que não hesitou em abandonar o centro da suíte. O som dos passos pesados e decididos dos dois, batendo no chão em um uníssono involuntário e coreografado pelo desprezo, ecoava pelo ambiente como uma declaração ruidosa da mesma rejeição absoluta que ambos sentiam.

— Um minuto — ele disse, mantendo-se perfeitamente relaxado na poltrona. — Se o problema é a surpresa, vamos falar de números. Sei que o que estou pedindo foge do padrão, e estou disposto a pagar por isso. O preço é o que menos importa aqui; o que eu quero é ver o meu desejo realizado.

Os dois pararam de forma brusca e imediata, exatamente no instante em que a mão de Noah já se estendia e quase alcançava a fria maçaneta de bronze da porta de saída. A tensão no ar era quase palpável, mantendo-os suspensos naquele limiar entre a fuga necessária e a hesitação causada pelas palavras que acabavam de ouvir.

— Estou disposto a dobrar o cachê de cada um — continuou ele, servindo-se de mais uísque com uma calma imperturbável. — Quero me deliciar com a imagem de seus corpos se fundindo, e estou pagando o preço para ter exatamente o que eu quero. Considerem isso um bônus generoso por esse 'ego ferido' de vocês.

O silêncio que se instalou naquele ambiente carregado não era mais composto por um ódio puro e visceral, mas sim por um cálculo financeiro frio, lógico e absolutamente frenético que girava nas mentes de ambos. Em um gesto quase imperceptível, Noah deu um leve aceno de cabeça para o seu rival. Um pacto silencioso foi selado ali mesmo. Noah e Chris se viraram de volta lentamente, de forma quase mecânica, os olhares se cruzando no meio do caminho com uma nova, sombria e inquietante compreensão mútua. Embora houvesse um abismo intransponível de mágoas profundas e feridas abertas entre eles, o valor astronômico mencionado pelo homem era capaz de construir uma ponte de ouro sólida o suficiente sobre qualquer ressentimento histórico acumulado.

O quarto, por sua vez, transformara-se em um santuário de luzes baixas e lençóis de cetim impecáveis, onde o silêncio pesado parecia amplificar cada batida cardíaca e o som das respirações ainda descompassadas. O homem acomodou-se confortavelmente na poltrona, mantendo o copo de uísque firmemente à mão, com os olhos fixos na dupla como um diretor sádico que aguarda, com paciência cruel e voraz, o início do seu espetáculo privado.

— O dobro do valor, então — declarou Noah, sua voz voltando subitamente ao tom sedutor e aveludado que o tornara famoso nas noites da Queer's Night.

O homem sorriu de canto, recostando-se na poltrona com a satisfação genuína de quem acaba de adquirir a mais bela e rara das obras de arte.

— Negócio fechado. O quarto é todo de vocês — murmurou ele, a voz agora um sussurro denso de expectativa. — Deem o seu melhor. Quero sentir que estão entregues. Comecem com um beijo... um beijo de verdade, que pareça apaixonado.

Noah e Chris ficaram parados a poucos centímetros um do outro, a tensão emanando de seus corpos. A estranheza era palpável; a última vez que seus rostos estiveram tão próximos, eles estavam trocando insultos e acusações graves de sabotagem. Noah podia sentir o perfume de Chris — algo amadeirado, marcante e caro —, enquanto Chris notava a pulsação acelerada de Noah batendo visivelmente em seu pescoço.

Lentamente, Noah reduziu a distância mínima que os separava. Suas mãos tocaram o rosto de Chris com uma delicadeza técnica e treinada, mas, quando os lábios finalmente se encontraram, o "teatro" planejado foi atropelado por uma realidade sensorial avassaladora e imprevista.

O beijo começou cauteloso, quase coreografado como uma cena de ensaio, mas logo a tensão do ódio acumulado transmutou-se em algo muito mais perigoso. As línguas se encontraram com uma urgência que nenhum dos dois queria admitir em voz alta. Havia uma eletricidade latente ali; a memória da rivalidade na Queer’s Night alimentava uma competitividade que agora se manifestava em desejo bruto e sem filtros.

Noah sentiu o corpo esquentar instantaneamente, um tesão súbito e traiçoeiro subindo em ondas por sua espinha. Ele cerrou os dedos nos cabelos de Chris, tentando manter o mínimo de controle racional, enquanto pensava: É apenas pelo dinheiro. Não dê bandeira. Não deixe ele perceber que você está realmente gostando disso.

Chris, por sua vez, soltou um gemido baixo e abafado contra a boca de Noah, as mãos descendo pelas costas do rival até apertarem sua cintura com força possessiva. Ele também lutava arduamente contra a própria reação fisiológica. Admitir que o toque de seu maior inimigo o incendiava daquela forma seria, sem dúvida, a sua derrota definitiva.

Eles se beijavam agora com uma fúria faminta, tentando disfarçar a excitação real sob a máscara gélida do profissionalismo, enquanto o voyeur assistia, em silêncio absoluto, ao início da fusão daqueles dois mundos em colisão.

Eram dois homens jovens no auge da forma física, belos, desejados e perigosamente atraentes. Se ignorassem o passado conturbado por apenas algumas horas, o sacrifício seria meramente físico, e a recompensa financeira mudaria o patamar de vida de ambos por muitos meses.

Noah analisou Chris de perto. Viu a linha do maxilar perfeitamente definida, os ombros largos sob a camisa de seda fina e a faísca de ganância que brilhava naqueles olhos azuis tão familiares. A rivalidade entre eles era intensa, mas a necessidade de sobrevivência e o desejo pelo luxo falavam muito mais alto naquele momento.

A temperatura no quarto parecia ter subido vários graus de forma súbita, e o som dos beijos úmidos, famintos e profundos era a única trilha sonora permitida naquela atmosfera carregada. Sob o olhar atento, constante e lascivo do homem camuflado nas sombras, Noah deu o primeiro passo decisivo para romper a barreira final dos tecidos. Suas mãos, antes rígidas e tensas, agora moviam-se com uma destreza calculada e ágil, desfazendo, um a um, os botões da camisa de Chris, expondo a pele por baixo.

Chris não ficou nem um pouco atrás na condução daquele embate. Com dedos ágeis e precisos, ele puxou a jaqueta de Noah pelos ombros largos, deixando-a escorregar pesadamente pelo chão como uma pele velha e inútil sendo descartada. Havia uma espécie de duelo silencioso e magnético naquela desnudação; cada peça de roupa retirada funcionava como uma camada de defesa que caía por terra. Eles se despiam com uma dedicação quase cerimonial e técnica, os dedos roçando a pele alheia com uma curiosidade elétrica que a raiva mútua havia mascarado sob camadas de rancor por longos meses.

Quando as últimas peças de roupa caíram ao chão, o impacto visual daquela cena foi absoluto e devastador. O voyeur inclinou-se instintivamente para a frente, a respiração tornando-se pesada e ruidosa, completamente hipnotizado pela simetria impecável e pelo vigor evidente dos corpos daqueles dois jovens.

Noah e Chris permaneceram parados, inteiramente nus, um diante do outro, sob a luz âmbar que realçava cada músculo tenso e cada cicatriz invisível de sua rivalidade. O silêncio do quarto era agora preenchido apenas pelo magnetismo forçado entre dois homens que se odiavam, mas que, naquele momento, eram as únicas âncoras um do outro naquela arena de exibicionismo.

Por alguns instantes, o tempo pareceu suspender-se sob o teto alto do quarto. A luz âmbar e suave esculpia com precisão os músculos abdominais definidos, o desenho imponente dos ombros e a firmeza das pernas torneadas, revelando dois homens no ápice absoluto de sua forma física. Noah, com sua pele retinta e profunda, ostentava um porte atlético e elegante, emoldurado por um cabelo curto e texturizado e uma barba perfeitamente desenhada que lhe conferia um ar de seriedade máscula. Ao seu lado, Chris exibia o contraste de sua pele clara e o cabelo loiro levemente ondulado, com traços faciais angulares e olhos que pareciam captar cada feixe de luz. Eles se olhavam fixamente, mas o brilho metálico do ódio e o fogo da desconfiança que os consumira por meses haviam sido substituídos por algo muito mais profundo, denso e inquietante.

Não havia mais espaço para a raiva.

Naquela nudez compartilhada e crua, a rivalidade amarga da Queer’s Night parecia agora uma lembrança distante, quase infantil. Eles estavam se vendo de verdade pela primeira vez, sem os figurinos chamativos de go-go boys ou as máscaras de "michês de luxo" que costumavam usar como proteção. Noah notou uma pequena e discreta cicatriz no quadril de Chris que nunca vira antes; Chris, por sua vez, percebeu a forma como o peito largo de Noah subia e descia em uma arritmia pesada que não era fruto apenas do cansaço físico.

O reconhecimento mútuo de seus corpos — tão belos, tão desejados e, naquele momento, tão vulneráveis à mercê um do outro — criou um vácuo de silêncio absoluto. Eles eram espelhos opostos e complementares. A excitação, que antes tentavam esconder sob camadas de desprezo, agora era evidente, pulsante e mútua; uma força física avassaladora que os atraía como ímãs poderosos, ignorando qualquer passado de mágoa em prol de um presente urgente feito de carne, calor e desejo.

O silêncio no quarto era tão espesso que o som da respiração dos dois rapazes parecia preencher cada fresta das paredes revestidas de veludo. O cliente, permanecendo imóvel na poltrona, era apenas uma silhueta sombria com olhos brilhantes de cobiça, um espectador devoto diante daquele altar de carne viva. Noah e Chris, agora completamente despojados de suas armaduras de tecido e de seus egos inflados, permitiram que o toque recomeçasse de forma inevitável, mas já não havia a pressa técnica de antes. O que se iniciava agora era uma exploração meticulosa, quase reverente, de cada centímetro de pele.

[...]


Ficou com vontade de saber mais? Esta é apenas uma prévia do que você encontrará neste emocionante conto. Clique no botão abaixo e adquira o quinto volume da série Garotos de Programa agora mesmo.



 
 
 

Comentários


©2021 por J.B Padilha. Orgulhosamente criado com Wix.com

bottom of page